
Em países como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, já existem centenas de brechós na internet, fazendo com que milhares de peças de roupas e acessórios de segunda-mão troquem de dono.
No Brasil, a tendência começou a ganhar força nos últimos dois anos e hoje existem mais de cem brechós em operação na rede.
Na minha opinião, os brechós online são uma forma de escape para as mulheres consumistas que não sabem mais o que fazer com tantas roupas ou que se cansam rápido delas. A maioria das donas de brechós gasta o que consegue com as vendas, comprando mais roupas, que com o tempo acabam indo parar também no brechó.
No Brasil, a técnica mais usada para promover as vendas ainda é o envio de e-mails avisando da chegada de novas peças no brechó. Muitos dos sites também aceitam fazer trocas, o que acabou criando uma comunidade entre as internautas.
"Não há como negar, o mundo dos brechós online acaba proporcionando a oportunidade de se fazer grandes amizades. A troca de e-mails é constante e uma acaba sabendo da vida, das dificuldades e das conquistas da outra", contou Cravo.
A maioria das vendas é feita nesse um ambiente de informalidade. Geralmente, a compradora interessada deixa um comentário no blog, e paga pela peça com uma transferência bancaria.
O movimento, no entanto, não está passando despercebido por empresas da área de comércio eletrônico, com sites como a Ninui, no Brasil, e o Etsy, baseado nos Estados Unidos, abrindo espaço para que internautas possam abrir lá seus brechós.
Mas, apesar dos esforços das "brechozeiras" dentro e fora do Brasil, por enquanto o brechó online ainda é um hobby, uma forma de ganhar um dinheiro extra e abrir espaço no guarda-roupa para novas aquisições.
Em tempos de crise, a solução para a falta de dinheiro pode estar mais perto do que se imagina.
Reportagem tirada Da BBC Brasil em Londres
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